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Ei, você!

BEM-VINDO

   Se você está aqui, pode ser que tenha sido redirecionado de algum site como o Wattpad, Spirit, ou mesmo de alguma rede social como o Instagram, mas, independente disso, saiba que está muito bem convidado a entrar nesse limbo que é o conjunto do meu trabalho escrito.  Eu criei esse Blog em Setembro de 2025, depois de ter passado por um longo período de dúvida sobre como divulgaria meus textos. Eu havia pensado sobre continuar em sites de publicação independentes como os já citados Wattpad e Spirit, mas percebi que não poderia focar só neles. Apesar do segundo nunca ter me dado problemas, o primeiro já apagou histórias minhas sob o argumento de eu estar violando as políticas de conteúdo, e ainda que eu concorde que meu conteúdo seja um tanto subversivo e imoral ... com certeza não quero que isso aconteça de novo.  Agora, todos os meus perfis nesses sites afora servem apenas para divulgação, e o meu trabalho integral será publicado aqui, onde posso ter um contato ma...

Justo Do Lado Dela

   Quando a aula acabou, eu subi no ônibus com o ânimo de uma batata, já que era sempre quase impossível conseguir um assento livre na hora de ir para casa.  A minha escola era o terceiro ponto por onde ele passava, então você deve imaginar que era um hábito passar a viagem toda pendurado nas alças do teto. Porém, surpreendentemente, dessa vez havia um lugar vago, mas tão rápido quanto o sorriso surgiu no meu rosto, minha expressão azedou ao ver ao lado de quem eu teria que sentar.  Com o rosto apoiado no vidro da janela e um par de fones nos ouvidos, Amanda Sandero, a colega de classe mais insuportável que se pode imaginar, estava ali, completamente alheia à minha existência. Exatamente do jeito que ficava quando não queria conversar com ninguém.  Eu tentei olhar em volta e procurar algum outro lugar vago, mas não havia nenhum. Querendo ou não, teria que sentar ao lado dela. Então apenas fui, repetindo para mim mesmo o pensamento consolador de que, quanto antes...

Um Jogo De Ping Pong

  — Vai, cuidado! — Alex gritou, enquanto Pedro rebatia a  bolinha que quase havia caído para fora da mesa. — Essa foi por pouco —  o garoto comentou ao ver a bolinha avançar para o outro lado e rapidamente ser batida de volta pela sua adversária. — Você pode resistir, jovem gafanhoto, mas não por muito tempo! — Kim Tomikawa declarou, com os olhos afiados pelo desafio.  O jogo estava intenso, e o resto da turma, que há poucos minutos estava apenas conversando espalhado pela classe, agora estava reunido em torno da mesa do professor, onde aquele jogo de ping pong improvisado estava se desenvolvendo.  A mesa era grande. Não tão grande quanto uma mesa de ping pong de verdade, mas era grande, e usando alguns cadernos como rede improvisada, os dois jovens estavam em uma competição acirrada, com seus pontos praticamente empatados.  A bolinha, que havia sido tirada de uma embalagem vazia de desodorante roll on , voava de um lado para o outro sendo seguida pelos ol...

Adeus

  A despedida já havia acontecido. Uma reunião com os amigos, algumas porções de batatas e frango frito, e muitas risadas. Risadas que vazias, opacas. Algo que não me trazia qualquer sensação de conforto.  Por que ficaram tão felizes? Porque parecia que não estava realmente mal com aquilo?  Bem, talvez só eu não tenha conseguido sentir orgulho dela. A única coisa que poderia ver era a falta que ela faria. A falta das risadas sinceras, do jeito carinhoso e responsável com os amigos, do olhar meigo, das suas mãos acariciando meu rosto, dos seus lábios rosados ​​sorrindo pra mim.  Não… eu tenho orgulho dela, sim. Estou feliz que ela vai poder seguir seus sonhos, fazer uma faculdade das mais renomadas, mas não posso fingir que não sinto todo o resto. Eu forço um sorriso, finjo um semblante animado, mas por dentro, só quero abrir contra mim e não soltar mais. Não deixe que ela vá.  Ao final de tudo, quando os outros foram embora, eu caminho com ela, a levar até sua c...

Gêmea de Fogo - Capítulo 2

  Nas paredes do quarto de Ravena, a luz dourada dançava como se estivesse viva, e pulsava enquanto começava a se concentrar em um único ponto. Com um movimento lento, o amuleto flutuou da mesa e sua energia se uniu em uma forma que parecia se desenhar em uma forma física. Primeiro como uma figura etérea, feita de energia, mas logo se tornou a silhueta de uma pessoa. Uma garota.  A luz então cessou, e como se houvesse acabado de nascer, a figura diante da cama de Ravena abriu os olhos pela primeira vez. Ela estava viva, e, nesse exato momento, Ravena sentiu um arrepio cruzar sua espinha. A empata abriu os olhos e praticamente saltou da cama. Suas mãos brilhando de energia escura enquanto ela se posicionava, pronta para se defender.  Porém, ao encarar a garota misteriosa, Ravena hesitou. Não tinha certeza do que estava vendo. — O que é isso? — ela murmurou, com uma mistura de choque e confusão.  Do outro lado do quarto, estava… ela mesma.    Ou uma espécie d...